Lembro como se fosse ontem. Momentos, sorrisos, brigas, como se tudo ainda fizesse parte do meu “agora”. É estranho conjugar minha felicidade no passado, ver que o que realmente importava não faz mais parte do meu presente. Lembro de tudo como se fosse ontem, e o ontem infelizmente já passou.

Relatos de Tess  (via deprimentes)

Às vezes, eu mesmo tenho alguns problemas comigo. Sempre acho que ninguém me quer, que vou morrer sozinho, mas na verdade, eu não quero ninguém e quase sempre prefiro a solidão. Pertenço a alguém, mas não me pertenço ao todo. E tudo que eu queria, de verdade era alguém que não se importasse se eu faço chuva, ou se faço sol. Se sou muito quente, ou frio demais. Só quero que aguente minhas estações, mesmo que meu inverno dure mais que todas as outras. Que não se importe em esperar do lado de fora, enquanto eu tranco a porta do meu quarto e finjo que não tem ninguém lá fora, na chuva e com frio, me esperando. E quando enfim eu decidir sair, que não implique com meu sorriso forçado, simplesmente pode dizer que sentiu minha falta, ou algo assim, e fazer tudo ficar bem. Sentir-se bem com minha bagunça, sem tentar arruma-la. Porque eu sou assim, sou aquele calor de matar em meio ao inverno e a chuva que teima em cair enquanto o sol brilha forte. Sou as folhas que caem na primavera, e as flores que nascem no outono.

A culpa é mesmo das estrelas?   (via antipoetico)

Vivemos em um mundo onde o silêncio é a melhor resposta. Em mundo mudo onde todos dão valor a pequenas idiotices e perdem grandes oportunidades. Em um mundo onde as pessoas acordam e deixam seus sonhos no travesseiro, esperando uma fina força de vontade para tornar-los realidade. Em um mundo onde todos são poetas, e suas vidas são como rosas: frágeis e coloridas; exalam perfume, e secam espalhando suas pétalas ao vento. Mas são poucos, que na rosa, enxergam a vida.

Deprimentes  (via deprimentes)

Minha cabeça é um mar cheio de ondas, umas vêm e me derrubam, outras vão e me levam. De vez em quando fica tudo calmo, sereno, é aí que tenho receio. Nada nunca é tranquilo pra mim. Acho que acostumei com isso: um temporal vive aqui dentro. Talvez seja disso que você tem medo, pois tem gente que não gosta de chuva.

Clarissa Corrêa. (via inverbos)